Anônimo que virou sinônimo

Diz a lenda que Ari viveu em Lins nos anos 1950. Tipo Professor Pardal da comunidade, inventou uma geringonça diferente para a época, bem simples: uma caixa em que você apertava um botão e uma antena de rádio de automóvel subia ou descia. Automaticamente. Sem ter que puxar (ou baixar) com a mão, como em todos os carros de então. Ari Antena, passaram a chamá-lo. Um belo dia, apareceu bem em frente à Leiteria Central, ponto de encontro de quem não tinha o que fazer na cidade, um cadilac. O Ari Antena estava lá exibindo sua criação para os curiosos em volta do carrão vermelho conversível. O dono, sentado no estofamento branco do seu carango importado, apertou um botão qualquer no painel e a antena do automóvel subiu. Automaticamente. Sob as barbas do boquiaberto Ari Antena, tal qual sua genial invenção. Ari Antena pirou. Pirou de verdade. Nunca mais foi o mesmo. A partir desse dia, lá em Lins, quem é meio atrapalhado, lelé da cuca, tantan, é logo chamado de “Antena”.

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